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O Monastério Suspenso de Xuankong

À primeira vista essa imagem nos causa um certo estranhamento, para dizer o mínimo. Esse Monastério (Xuankong Si) colado contra a falésia e de frente para a montanha Hengshan (2017m, uma das cinco montangas sagradas da China) nos passa a impressão de estar suspenso no vazio…

Passado esse primeiro minuto de estranhamento, ele é bem real, apesar de cerca de 50 metros acima das nossas cabeças!

Não cansamos de admirá-lo e fotografá-lo

 De todos os ângulos possíveis.

O Monastério Suspenso de Xuankong é uma visita obrigatória para quem vem a Datong em busca de suas riquezas arqueológicas e paisagens atraentes, principalmente nessa região dedicada aos templos e monastérios.

Fundado no século VI, sua última renovação foi realizada na dinastia Qing. Ou seja, ele está lá há mais de 1400 anos!!! Trata-se de um santuário onde se misturam divindades taoístas, budistas e confuncianas.

 

As salas tem como paredes as rochas, e o restante é de madeira.

O espaço é pequeno e estreitinho, é necessário subir por escadinhas e passagens estreitas, no meio de muita madeira antiga e alguns podem até sentir uma certa vertigem!

Alguns visitantes podem achar que a visita não é justificada (130 yuans) quando podemos vê-lo tão bem do lado de fora, mas nós adoramos a sensação de estar pisando nesso local misteriosos que não se sabe exatamente como se mantêm, mas que se mantém por enquanto sem riscos! Além disso, a nada menos que 75km de Datong, ir até lá e não entrar para economizar algum dinheirinho seria praticamente um crime!!!

 

 Será que cai ou não cai?

Infelizmente deve “cair” um dia, deixando, aí sim, um grande vazio nessas montanhas…

Como se ali ele fosse “naturalmente” o seu lugar…

Saindo da cidade de Datong, a cerca de 50km, começa a aparecer uma cadeia de pequenas montanhas que vão aumentando de tamanho até chegar à montanha Hengshan. Podemos observar as grandes plantações, um projeto que exige enormes esforços para minimizar o grave problema da erosão que ameaça o “coração” da China.

São muitas as surpresas que a China nos reserva e o Monastério Suspenso de Xuankong, perto de Datong, foi apenas uma delas!

Informações práticas:

Fizemos a visita logo após as Grutas de Yungang, com o mesmo taxista que ficou a nossa disposição até o final do passeio. Existem outras formas de acesso, mas a dificuldade de comunicação, o desconhecimento dos transportes  da cidade e a comodidade nos fizeram optar por esse meio de transporte. Negociamos o preço desde o início e ele foi muito correto do início ao fim, apesar do inglês muito limitado.

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As inesquecíveis Grutas de Yungang

Nosso destino após Pequim foi a cidade de Da Tong (que merece um post só para ela, mas isso fica para mais tarde!) através de um trem noturno que nos deixou na cidade por volta das 5h30 da manhã. Levemente cansados de uma noite passada sentados no trem (já que os vagões leitos estavam completos), mas felizes da vida com o céu azul sem nenhuma nuvem, descemos na estação de trem, compramos as passagens para o nosso próximo destino, um taxista nos encontrou e negociamos um preço razoável para que ele nos levasse para realizar os passeios ao redor da cidade. Geralmente preferimos os transportes públicos, mas o cansaço, a falta de interlocutores que falem ou entendam uma das línguas que a gente fala e a cidade grande, decidimos optar pela comodidade. O taxista nos levou ao albergue (desta vez ficamos em um!) onde conseguimos tomar um banho e deixar as mochilas. Partimos para a primeira etapa da viagem: as famosas grutas de Yungang!!!

Atravessamos a cidade e cerca de 16km dali encontram-se as cavernas, em um sítio excepcional!!! São mais de 50 mil imagens budistas esculpidas nas rochas. Algumas delas fazem parte do acervo das esculturas de pedra mais antigas da China, a maioria datando dos anos entre 460 e 494. Um deles atinge 17 metros de altura!

A visita começa por esse caminho que leva ao mais recente monastério:

Tenho certeza que mesmo os viajantes mais indiferentes e cansados de visitar templos budistas, experienciarão um momento de grande descoberta e espiritualidade

Aconselho reservar no mínimo 2 horas de visita para os mais apressadinhos, nós passamos a manhã inteira explorando cada “caverna”.

O budismo entrou na China por volta do primeiro século da nossa era pela Rota da Seda, que todos estudamos na escola mas pouco lembramos, tão distantes nos parecem esses países asiáticos.

São 21 grotas principais, dessas em que podemos entrar e com caminhos internos, mas no total são 251. Elas são todas numeradas e as mais antigas levam entre os números 16 e 20.

Importante: observar cada escultura tanto de perto quanto de longe… O efeito é bem diferente e impressiona!

Nos locais mais abrigados ainda estão presentes traços de policromia menos ou mais intensos.

E mesmo alguns monastérios foram construídos parte da rocha.

Algumas estátuas se encontram no interior das cavernas, outras ao exterior (devido a antigos desmoromamentos), expostas a todos os tipos de desgastos do tempo.

 Algumas estão em excelente estado de conservação, outras infelizmente estão muito deterioradas.

 O local é bem turístico mas nada de lotado, permitindo passar um momento em sintonia com o ambiente. Turistas europeus são raros (nesse dia não cruzamos nenhum, mas faz parte dos roteiros tradicionais), e o preço é levemente indigesto: 150 yuans, cerca de 20 euros por pessoa!

Visitar as grutas de Yungang é um verdadeiro momento de paz e de bem-estar. Mas acima de tudo vemos desenrolar diante de nós a história das religiões da China Antiga. Fica mais fácil entender as correntes budistas e percebemos influência hindu, as armas persas e bizantinas, o tridente grego. O toque chinês fica por conta de bodisatvas representados de forma robusta, os dragões e as criaturas celestes.

Essa visita foi mais um momento inesquecível na nossa viagem!

Recomendo a quem puder ir à China e se interessa ou admira nem que seja um pouquinho o budismo!

Bruges: refúgio para os apaixonados

Bruges para mim é uma das cidades mais românticas da Europa. Tudo convida à celebração do amor: as ruas calmas, o lago, os cisnes, os canais, a beleza de perder o fôlego dessa cidade que por muito tempo ficou esquecida. Não consigo explicar a sensação que ela me provoca, mas espero conseguir compartilhar com vocês um pouco da minha fascinação por esse pequeno paraíso belga em algumas linhas e fotos.

Bruges é a cidade mais iluste da Bélgica e na Europa uma das que melhor soube conservar sua fisionomia medieval. Seu charme está em todos os cantos dessa cidade museu a céu aberto, nas suas antigas construções muito bem conservadas e restauradas, na riqueza de seus museus onde se venera a arte flamenga e no romantismo de seus canais.

Uma escapada de barco pelos canais permete de descobrir cantinhos charmosos e inacessíveis à pé:

A foto à esquerda foi batida em 2009 e a da direita em 2011. Será que se trata do mesmo cachorro?

À direita, o Belfort, construção do século XIII em estilo gótico elegante para os dois primeiros andares. Entretanto, os demais andares foram construídos em 1482, anunciando a Renascença. São 366 degraus até o topo, que subi com muito esforço na minha primeira visita mas que acho que não farei nunca mais! A visita e a vista comprensam, mas para mim o problema foi subir pelas escadas estreitinhas. Eu tive uma horrível sensação de estar presa, subindo aquelas escadas que não terminavam mais! Achei que não chegaria ao topo! 47 sinos, pesando um total de 27 toneladas, compõem o carrilhão (esse maravilhoso instrumento pelo qual Bruges é mundialmente conhecida). Eh possivel assistir a um concerto em horários específicos, de acordo com a época do ano!

 

Vista do Belfort sobre a cidade com a bruma da manhã

 A igreja Notre-Dame, com sua torre de pedra um pouco austera (122 metros)começou a ser construída em 1290 e foi concluída 250 anos mais tarde. A igreja guarda 2 tesouros: Uma escultura de Michelangelo (obra de sua juventude) e os sepulcros de Maria de Bourgogne e de seu pai Charles o Temerário.

 

O antigo hospital Saint-Jean (foto acima) e Casa de Deus formavam uma instituição de caridade dentre as mais antigas da Europa. Do século XII, trata-se de uma verdadeira construção “brugeoise” de tijolos vermelhos. Atualmente foi transformado no museu Memling, podemos visitar a capela, as salas do hospital e as “casas de Deus” (maisons-Dieu em francês), que datam do século XVII e que foram construídas para abrigar os miseráveis da cidade no momento em que a cidade se empobreceu. São casinhas brancas umas ao lado das outras que ainda hoje parecem paradas no tempo, com suas cortinas em renda.

Um outro local a visitar é o Béguinage.  Le Béguinage de la Vigne (Begijnhof Ten Wijngaarde) foi fundado na primeira parte do século XIII, no reino de Marguerite de Constantinopla. Resumindo, béguinage é uma comunidade de religiosas, típico dos Paises Baixos e da Bélgica, que vivem em grupos mas que  não pronunciaram votos. Quando os maridos partiam para as cruzadas e guerras, muitas mulheres se viram obrigadas a se organizar em comunidades para se ajudaram umas às outras, mas elas eram livres para partir ao encontro de suas famílias ou mesmo para casar. Em Bruges, com a morte da última entre elas em 1930, uma comunidade de irmãs bénédictines se instalou no mesmo lugar. Essa mini-cidade de lendas e isolada da cidade pelas suas duas portas nos provoca uma sensação de paz e de meditação. As casinhas brancas ao redor do jardim silencioso com suas árvores centenárias formam sem dúvida o ambiente mais poético de Bruges.

  A porta branca sobre a ponte é uma das portas de entrada (ou saída?) do béguinage.

E do lado de dentro, é esta atmosfera que encontramos…

Reconhecida pela sua renda (renda de Bruges), no século VXII e XVIII eram as mulheres mais miseráveis que se tornaram rendeiras, esgotadas pelo excesso de atividades domésticas, que serviam para embelezar as vestimentas e decorar as casas dos mais abastados! Atualmente, a técinica aparentemente foi transferida à Asia, e os guias de turismo nos alertam que boa parte da renda encontrada à venda provêem do trabalho mal-pago e muitas vezes escravo e infantil de países asiáticos… Mesmo que os motivos e a técnica sejam realmente da renda de Bruges.

Bruges em algumas imagens:

Minnewater, também conhecido como o Lago do Amor.

A Virgem Maria é a padroeira de Bruges e podemos encontrá-la em toda parte! Do alto das fachadas, ela vela a cidade.

 

O teatro municipal de Bruges foi finalizado em 1869. Em frente podemos admirar a elegante estátua do escultor Jef Claerhout, representando o personagem Papageno que Mozart imortalizou na sua Flauta Encantada.

 Antigamente as casas eram assim, mas devido aos incêndios, a partir do século XVII essas construções em madeira foram proibidas. Essa é uma das poucas que restou.

Fórum civil. No detalhe, a imagem de um urso (conta a lenda que o primeiro habitante da cidade foi um urso!). No alto do prédio, diversas estátuas representando personagens do Direito.

Diriamos uma pintura impressionista!

Eu poderia ficar aqui dias e dias revendo as minhas fotos, mas melhor parar por aqui, estou já com muito assunto atrasado!

Então, para quem não conhece Bruges, consegui convencê-los?

Amsterdam: cidade sobre as águas

          As águas ditam as regras dessa cidade, água essa canalizada e ao redor, milhares de construções típicas para o encanto dos nossos olhos. 7 mil construções estão classificadas como monumento histórico, as mais belas dos séculos  XVII e XVIII.

 

          Os canais começaram a ser construídos no século XIV (quando o rio Singel começou a ser canalizado). Mais tarde, 3 novos canais  foram projetados em 1560 mais demoraram mais de 100 anos para serem construídos. O objetivos dessas construções era aumentar a cidade, é claro: Herengracht (canal dos Senhores), Keizersgracht (canal do imperador) e Prinsengracht (canal do príncipe).

A cozinha holandesa é marcada por suas origens agricolas, mas sobretudo protestantes, o que significa que não há luxo nem ostentação. Mesmo o uso de temperos e especiarias era bem limitado. O pais preferia enriquecer com esse comércio ao invés de utilizar. Tradicionalmente, come-se em casa e com a familia, daí a dificuldade em encontrar restaurantes típicos. Atualmente os hodandeses costumam sair para jantar com amigos, mas nesse caso eles preferem uma cozinha exótica. Na dieta dos holandeses vamos encontrar: Hareng Salé, Sopa, Ensopado de batatas com carne. Porco e batata. Sem esquecer os queijos!!! Gouda, Edam e Maasdam

          Quem fala nos Países Baixos, fala de Pintura Holandesa. Aqui seguem alguns dos principais artistas holandeses:

1. Rembrandt, considerado o mais importante pintor holandês devido à sua técnica particular chamada claro-obscuro. O mais profundo pintor da sua época, ele se atira de corpo e alma na criação.

(a casa em que ele morou e trabalhou durante mais de 20 anos pode ser visitada em Amsterdam)

2. Vermeer, que ficou conhecido 200 anos após a sua morte, descoberto por um crítico de arte francês. Pinta com maestria cenas do quotidiano, transformando o comum em fora-de-série. Deixou cerca de quarenta pinturas, e as mais belas estão no Rijksmuseum de Amsterdam.

3. Vincent Van Gogh, pode-se classificar como um pintor inclassificável. Um dois mais conhecidos pintores do mundo, tendo pintado mais de 800 quadros em 10 anos. cerca de um quarto da sua obra pode ser vista no museu Van Gogh de Amsterdam.

4. Mondrian (atualmente em belíssima exposição em Paris) um dos maiores artistas abstratos (junto com Kandisky et Malevitch) do mundo.

Visitar:

Além dos museus já citados, inclua na sua lista:

– A casa de Anne Frank: oriunda de uma família judaica de origem alemã e refugiada em Amsterdam. Entre 1942 e 44 a familia se escondeu na casa que atualmente está aberta à visitação. Denunciados, a familia foi enviada para campos de concentração, e apenas o pai sobreviveu, publicando o diário de Anne Frank.

Impossível de perder essa visita! A gente não sai indiferente de lá.

– Parque Vondelpark (seguindo os grandes museus): todo florido de tulipas na primavera, mas quando estive no verão, um pouco “cinza”, como a maioria dos parques europeus! Tem que gostar!

– O mercado (feira) de flores, situado ao longo do canal Singel. Preços incríveis!

 Quando será a sua primeira ou próxima viagem para Amsterdam? O que você está esperando?

Descobrindo Bruxelas

Bruxelas é a capital da Bélgica, um país pequenininho mas muito lindo e interessante! De Paris, Gare du Nord, o trem Thalys nos liga à Gare du Midi, em Bruxelas em uma hora e vinte minutos. Para os mais apressadinhos, é possível visitar a cidade em um só dia, mas eu preferi reservar dois dias inteiros para esse passeio.

 

A primeira coisa que me chamou à atenção foi a arquitetura da cidade, basicamente composta de antigas casas de 3 andares, estreitinhas e altas (frequente no século XIX em todas as cidades belgas e no norte da França), e um prédio bem diferente do outro, resultando em uma grande mistura para os olhos! Terminado o choque inicial, comecei a achar tudo lindo!

 A partir do século XIX Bruxelas vai se tornar uma das capitais do estilo arquitetônico “art nouveau“.

Musée des instruments de musique

Outros estilos encontrados:

Principais lugares a visitar:

La Grande Place, que é a praça central de Bruxelas, reconhecida mundialmente e considerada uma das mais belas praças do mundo. Foi inscrita em 1998 como patrimônio mundial da Unesco.

Não muito longe dali se localizam as Galeries royales Saint-Hubert, as mais antigas galerias comerciais cobertas da Europa, divididas em 3 partes: la galerie du roi, les galeria de la reine, la galerie des princes (respectivamente galerias do rei, da rainha e dos príncipes).

Um dos símbolos da cidade é o Manneken-pis, uma estutueta de bronze de cerca de 50 centímetros, com várias lendas que circulam a seu respeito.

Le Sablon é o bairro dos antiquários, e lá podemos encontrar a igreja Notre-Dame du Sablon e Le Petit Sablon, um jardim excepcional em um local que foi um antigo cemitério.

Um pouco mais longe fica a Cathédrale des saints Michel et Gudule, do estilo gótico “brabançon“, que começou a ser construída em 1226. A catedral foi completamente restaurada entre 1982 e 1999, ocasião em que foram descobertos vestígios da antiga igreja romana e da cripta romana.

Outro local a visitar (apesar do lado de fora) é o Palais Royal de Bruxelles, união de quatros construções do século XVIII. O Parc Royal, enorme e ali ao lado deve ser lindo nas outras estaçéoes do ano, mas no inverno estava bem tristonho.

Um pouco afastado do centro da cidade fica o Parc du Cinquantenaire, onde podemos encontrar, além de diversos museus e outros monumentos, Les Arcades du Cinquantenaire, construída por iniciativa do rei Leopoldo II em comemoração ao cinquentenário aniversário da independência da Bélgica em 1880, mas a obra só foi inaugurada em 1905.

Outras atrações:

O Atomium (vestígio da exposição universal de 1958 ea atração mais popular de Bruxelas), o Centro Belga da Histórias em Quadrinhos (Centre belge de la bande dessinée) e o Museu  Jacques Brel.

“Um lugar chamado Annecy”

          Quando estive pela primeira vez na França em 2008, comprei um livro que falava da riqueza do patrimônio francês e me apaixonei pela cidade de Annecy, citada logo no início do livro. Prometi a mim mesma nesse momento que ainda visitaria esse lindo lugar! De volta à Porto Alegre, comprei uma revista Viaje Mais e não é que encontro uma matéria sobre a mesma cidade? Não tinha mais dúvidas, Annecy entrou na minha lista de aspirações para o ano seguinte!

(ao centro, o Palais de l’Isle)

          Annecy é uma cidade dos Alpes Franceses que possui um charmoso lago com o mesmo nome. Ela  é constituída de antigos quartiers  (bairros) renovados, com suas casas e prédios em arcos, diversos poços e fontes espalhadas pela cidade e o castelo (Château d’Annecy, erguido entre os séculos XII e XIV na parte alta da cidade). A parte mais antiga do castelo é a Tour de la Reine (torre da Rainha), com muros de 4 metros de espessura

          Aos domingos, os habitantes costumam frequentar o marché (feira) de produtos típicos da região, passear pelas margens do lago (parque Pâquier), e os apaixonados, é claro,  podem se deliciar com a ponte dos Amores (pont des Amours).

          Annecy é um museu a céu aberto. A igreja Saint-Maurice (de 1422), Le Palais de l’Isle (construção em pedra do século XII), as antigas residências de telhas vermelhas e fachadas verde, amarela ou rosa complementam esse passeio à Idade Média. Ela é considerada como a Venise Savoyarde (Veneza da Savóia) devido aos seus estreitos canais.

(ao alto, o Château de Annecy)

          A feira citada mais acima ocorre três vezes por semana (terças, quintas e domingos) e podemos encontrar produtos regionais como queijos (reblochon, tomme de savoie). E por falar em comida, impossível não se esbaldar nos inúmeros restaurantes da cidade. As especialidades da região são os pratos à base de queijo. Fiquei fã da Raclette e da Tartiflette: A primeira consiste em queijo que derrete em um aparelho e colocamos sobre batatas cozidas e presuntos, e a segunda consite em lardons (uma carne de porco como toicinho ou toucinho cortada em pedacinhos bem pequenos e refogada com cebola, que vai ao forno em um prato com batadas cozidas, vinho branco e coberto de queijo). Para a Raclette, recomendo o Restaurant le Fréti.

 (a famosa raclette ao alto, à esquerda, e ao centro, abaixo)

           Minha visita ocorreu em pleno inverno e Annecy tocou fundo em mim. Pretendo voltar ao menos uma segunda vez, quem sabe na primavera?

(à direta, a famosa “Pont des Amours”)

Curiosidade da cidade: o empreendedor Marcel Fournier fundou o primeiro supermecado Carrefour em Annecy em 1959. Mais tarde, a marca tornou-se o número 2 do setor no mundo.

Um dia em Strasbourg

Essa cidade francesa fica praticamente na divisa com a Alemnha e podemos ver as influências.

O centro da cidade é classificado como patrimonio mundial da UNESCO pela sua riqueza e grandiosidade de seu patrimônio. O que chama a atenção é a sua catedral “rosa” de estilo gótico, uma das maravilhas da arquitetura européia. Sua fachada oeste (que da para a rue Mercière) foi finalizada em 1284, mas a torre que atinge 142 metros (fazendo dela a segunda mais alta catedral da França) foi concluida em 1439. Ao interior da catedral encontramos o relógio astronômico (horloge astronomique) do século XVI, e diariamente às 12h30 ocorre um desfile de Apóstolos (difícil de explicar, mas é um mecanismo do relógio). A fachada oeste é um grande livro de imagens da Idade Média.

 

Uma pausa obrigatória no restaurante Maison Kammerzell, ao lado da catedral. O prédio data de 1589, e apesar de ser bem turístico, podemos saborear diversos pratos tradicionais, dentre eles o famoso baeckeoffe, a base de carnes de porco, gado e ovelha, cozidas com batatas. Hmmm, uma delícia!

          La Petite France é um bairro pitoresco da “antiga Strasbourg”, que foi construido às margens das águas, e onde os pescadores e outros trabalhadores (que trabalhavam nos moinhos e com o couro) viviam e trabalhavam.

 A maioria dessas casas à colombage (com essas madeiras na fachada) datam dos séculos XVI e XVII.

 

          Podemos encontrar diversos bons museus espalhados pela cidade. O Parc de l’Orangerie merece uma visita na primavera, mas fica bem tristinho no inverno!

          Para concluir, a cidade conta com muitas atrações e tenho certeza que o leitor que gosta de história e arquitetura vai apreciar essa visita. Espero poder voltar em breve para uma visita mais longa!

          No final do dia procuramos os famosos Bretzels pela cidade inteira! Tudo tinha sido vendido! Enfim, para meu mais puro bonheur (felicidade), encontrei em uma pequena boulangerie (padaria) do centro da cidade. Apesar do frio (durante o dia inteiro a temperatura não passou dos 0ºC), olhem a minha carinha de felicidade!